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RTP2 termina Clube de Jornalistas

Só hoje percebi que o programa Clube de Jornalistas que passava na RTP2 terminou. Não era um programa genial mas era o único debate televisivo em torno dos media. E é necessário. Começo a ficar realmente preocupada.
A 4 de Novembro, no programa dedicado à discussão do conceito de serviço público, o director da RTP2, Jorge Wemans, impôs a sua presença para defender a RTP. Em Dezembro acaba com o programa. A 23 de Dezembro o DN noticia que o Clube de Jornalistas dará lugar a um novo conteúdo sobre comunicação social. "Será um programa não apenas de debate, mas terá um lado mais científico e académico, que passe por fazer também educação para os media.", afirma Jorge Wemans.

Muito bem. Aguardemos para perceber o tipo de educação que vão tentar transmitir aos media e para os media.


Profissão: jornalista

João Barreiros - director de informação da RDP- disse no programa Voz do Cidadão de hoje:

" O jornalista é jornalista sete dias por semana, 24h por dia e precisa de ter consciência disso quando usa as redes sociais"

Exactamente como o jornalista, penso que o uso dos blogues, do twitter ou do facebook não deve ser interdito à profissão desde que este reflicta na influência que a sua opinião pessoal nestas redes sociais, por exemplo, possa vir a ter no exercício da profissão. Nesta medida, é necessário que alguns profissionais se consciencializem sobre o comportamento que têm na internet e fora das redacções.

Jornalismo Sério.

José Alberto Carvalho, jornalista e director de Informação da RTP, foi o entrevistado de Diana Margato do Jornal de Notícias na edição de hoje. Numa entrevista onde se discutiu jornalismo, os problemas dos media e a sua influência actual, o jornalista apresentou-se sério, claro e objectivo. Explicou as acusações de parcialidade política na cobertura da RTP e as queixas que chegam à Entidade Reguladora da Comunicação (ERC), tendo a humildade de reconhecer as nódoas negras que todos os dias marcam o jornalismo. Uma conversa de jornalista para jornalista, onde se admitiu falhas na profissão comportando um sentido ético e uma visão mordaz dos desafios que o jornalismo televisivo atravessa.

A entrevista merece um minuto de atenção e pode ser vista aqui.

Faço apenas um reparo à escolha do título. Foi infeliz.